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DESCUPINIZAÇÃO:
Na Fllex Proteção de Ambientes o controle de cupins é atrelado ao que existe de mais moderno e eficiente no controle desta praga, que corrói o seu patrimônio. Os cupins são insetos conhecidos por nós pelo hábito de se alimentarem preferencialmente de celulose, atacando por esta razão papéis, livros, estruturas de madeira, ou qualquer outro material derivado deste composto. Existem muitas espécies de cupins e é importante saber identificar a espécie a ser controlada, diferenciando cupins que não causam prejuízos ao homem dos cupins que causam danos ao seu patrimônio.
Cupins de Madeira Seca
Os cupins de madeira seca são os cupins que fazem o ninho na madeira seca, ou seja, a colônia encontra-se na madeira seca que, ao mesmo tempo, serve de abrigo e de alimento. A presença de grânulos secos e duros, de coloração clara a avermelhado e até escuras, indica atividade de cupins de madeira seca. Estes grânulos são fezes, expelidas das galerias realizadas na estrutura ou peça de madeira. No Brasil, uma das principais espécies invasoras de estruturas são o Cryptotermes brevis (Walker, 1853), conhecido como cupim de madeira seca.
Esta espécie de cupim encontra-se normalmente restrito à peça atacada, não tendo capacidade de passar de uma madeira infestada para outra a não ser que efetivamente exista um ponto de contato entre ambas as madeiras. Periodicamente, por causa do acúmulo de fezes, os cupins as eliminam e elas se acumulam logo abaixo do orifício de eliminação, ao longo da peça atacada. Este é o mais típico sinal de infestação por cupins de madeira seca. Os casais formados após a revoada (aleluias ou siriris) instalam-se diretamente na madeira, através de furos de prego, encaixe de peças, frestas, etc. Esta espécie causa danos potenciais ao patrimônio, pois quando se percebe efetivamente o dano, o prejuízo já é grande. É assim que muitas vigas de sustentação de telhados de residência ficam quase que totalmente ocas e sucumbem, ocasionando o desabamento do telhado. Dentre as peças mais comumente atacadas pelo cupim de madeira seca, destacamos o batente de portas e janelas móveis e armários embutidos, rodapés e forros de madeira.
O Sistema Flex de Controle e Prevenção de Cupins de Madeira seca compreende:
* Diminuição das vias de acesso dos cupins, como eliminação de frestas e colocação de telas.
* Tratamento e imunização de madeiras durante a construção ou reforma.
* Proteção da superfície exterior das madeiras com tintas, vernizes ou outras coberturas apropriadas, com o objetivo de tapar frestas e ranhuras onde os cupins possam se alojar.
* Remoção da madeira atacada.
* Tratamento da madeira infestada com solução cupinicida, que é injetada diretamente na madeira, através de micro-furos feitos na mesma, procurando-se atingir as galerias colonizadas pelos insetos. Após a colocação do cupinicida, os furos na madeira são fechados e são imperceptíveis. Para este tratamento, normalmente são utilizadas soluções com solventes orgânicos (isoparafina) em vez de soluções com água, uma vez que a água na madeira pode criar condições para a proliferação de fungos ou, em alguns casos, danificar a madeira, como no caso de compensados.
Cupins Subterrâneos
Os cupins subterrâneos (Coptotermes havilandi Holmgren) são assim denominados por construírem seus ninhos no solo, podendo também construir seus ninhos em vão estruturais, como: caixões perdidos em edifícios, vãos entre lajes, paredes duplas, ou qualquer outro espaço confinado que exista em uma estrutura, seja ela uma residência, indústria ou comércio. O sinal típico de ataque dos cupins subterrâneos são os caminhos que eles fazem sobre a alvenaria ou outro material, construindo túneis que os protegem de predadores e perda de água. A rainha do cupim subterrâneo pode colocar cerca de 1000 ovos por dia. Os cupins subterrâneos chegam a fazer 30 a 50 metros de galerias à procura de alimento e ocupam rapidamente os espaços vazios, como caixas de luz e espaços vazios atrás dos reboques.
As revoadas dos cupins subterrâneos envolvem centenas ou milhares de indivíduos e ocorrem normalmente entre as 17 e 20 horas, de agosto a dezembro. Os danos são enormes, uma colônia pode consumir 360 gramas de madeira por dia. Por isso uma infestação por cupim subterrâneo deve ser diagnosticada o quanto antes, ou melhor, se promover uma barreira química protetora ao redor da casa.
O Sistema Fllex de Controle e Prevenção de Cupins de Cupins Subterrâneos compreende:
* Alterações mecânicas, com a implantação de medidas que façam com que a estrutura fique menos susceptível ao ataque de cupins, como corrigir pontos úmidos nas paredes devido a vazamento, drenagem de solo encharcado, instalação de barreiras mecânicas, remoção de entulhos de madeira.
* Tratamento de Solo ou Barreira Química, que é o tratamento do solo imediatamente adjacente à estrutura com o objetivo de evitar com que o cupim encontre frestas de acesso à mesma, havendo necessidade de ser tratar tanto o solo abaixo da estrutura (interior) quanto ao solo ao seu redor (exterior), próximos à fundação da estrutura, com aplicação de solução cupinicida em furos ou micro-furos feitos com equipamentos específicos, em áreas onde os cupins podem entrar na estrutura através do cimento, através de juntas de expansão, falhas no cimento e aberturas através de encanamentos de água ou elétricos. O tratamento de solo envolve riscos e só deve ser realizados por empresas especializadas.
* Utilização de Iscas, em pontos estratégicos no imóvel, onde os cupins vão se alimentar de um material celulósico (papelão) que contém o ingrediente ativo tóxico e, sem perceberem, distribuem o produto por toda a colônia ao alimentarem outros indivíduos.
* Tratamento de Madeira infestada, que no caso de cupins subterrâneos, é de caráter paliativo, pois a madeira que não foi tratada pode ser atacada posteriormente pelos cupins. Deve ser utilizada essa técnica em complementação a barreira química, que definitivamente impede a entrada destes cupins por um determinado tempo. Já o tratamento preventivo do madeiramento, na construção ou reforma do imóvel, é altamente recomendável.
Cupins Arborícolas
Os cupins chamados de arborícolas (Nasutitermes) geralmente ocorrem em áreas próximas a matas, cerrados e caatingas e dependendo da espécie constroem também ninhos no nível do solo. Dentro de estruturas, estes cupins atingem vigas internas dos telhados e sótãos. Seus caminhos podem ser vistos pelas paredes e são semelhantes àqueles feitos pelos cupins subterrâneos. O controle destes cupins compreende a localização dos ninhos e sua retirada, podendo também ser realizado uma barreira química protetora.
Cupins de Montículo
Os cupins de montículo (Cornitermes) vivem em ninhos em forma de montículos duros e de tamanhos variados, que ocorrem em pastagens. Esses cupins não atacam as estruturas de madeira, pois se alimentam das raízes de cana-de-açúcar, milho, café e folhas secas de gramíneas.
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